A FOLHA DO LITORAL

Loren Silva, a procura de uma perna


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O Jornal A Folha do Litoral, esteve com a família da joven Loren Dias Silva de 9 anos de idade que está comovendo todo o Brasil, menos a sensibilidade o governo municipal e estadual

 

Sua mãe conta que no dia 07 de outubro de 2010, Loren até então com quase 4 anos de idade, foi cometida de uma febre muito alta, mais de 40 graus. Conta a mãe que o médico de plantão,  disse a mãe que podia ir embora, mais que por insistência da mãe, a criança ficou em observação sendo-lhe destinada apenas banho frio e dipirona, pois o médico teria dito que a criança estava com virose.

No horário de troca de plantão, a médica que estava assumindo ao ver a criança, imediatamente constatou que a criança estava com meningite, doença altamente complexa e que a criança deveria estar em uma U.T.I.. Incontinente a médica requisitou a ambulância  por volta das 07:00 hrs da manhã, mas com toda a urgência a ambulância chegou apenas às 12:30 hrs e chegando em Taubaté por volta das 16:30 hrs. A mãe Ednalva conta que essa demora foi tempo demais e em razão disso, sua filha chegou a um estado de quase morte, pois em razão de meningite, várias partes do seu corpo cozinharam, e tiveram que serem retiradas do corpo.

A perna esquerda teve que ser amputada, bem como a metade do pé direito com os dedos e a parte de trás da perna, bem como uma intervenção nas nádegas e todo o processo de destruição trazida pela meningite e a falta de assistência adequada.

Com lágrimas nos olhos, a mãe fala que se aqui tivesse uma U.T.I., sua filha não teria perdido sido amputada nem perdido outras parts do corpo, porém a verdadeira saga e o sofrimento da família aconteceu durante a internação da criança, que durou 3 meses em Taubaté, pois sem ajuda e sem condições a mãe, o pai e os irmãos queriam estar juntos a Loren.
 
O pai Rodrigo de Jesus Silva, pessoa humilde, pedreiro e morador em Ilhabela há mais de 30 anos, nunca pensou que uma a administração de cidade tão rica, iria virar as costas para uma criança e suas necessidades pois os pais falam que  a prefeitura de Ilhabela só se mobilizou em razão de uma pessoa, morador em Ilhabela, e que trabalhava em São Sebastião, conseguiu o translado para eles. Porém quando a prefeitura soube que tal pessoa estaria fazendo isso, a prefeitura cedeu o transporte aos pais para Taubaté, pois até então alegava não ter combustível.

Com lágrimas nos olhos, o pai da jovem Loren agradece ao motorista  do Hospital de Taubaté, Sr. Irineu da Cruz, que sensibilizado com a situação da família, alugou uma casa e cedeu a família de Loren. Rodrigo fala com muita dor no coração, e acredita que em razão de sua simplicidade, pois é pedreiro, e não possui posses para ter arcado ou amenizado o sofrimento da filha, pessoas que tinham por obrigação de fazer, nada fizeram, pois preferiram gastar milhões em uma escola de samba, a ajudar uma criança que conta hoje com 9 anos de idade. Rodrigo conta também que, apesar de entrar com o pedido na prefeitura municipal para que o município ajudasse a menina com uma prótese, a resposta foi que a Assistência Social da prefeitura, a mando do prefeito daria 06 (seis) cestas básicas a família.

Procurado por um jornal, Rodrigo deu uma entrevista sobre a história de Loren, porém, segundo ele o prefeito ficou sabendo e mandou recolher os jornais, pois o INSS, intimou que a assistente social de Ilhabela tomasse as providências a respeito do caso Loren.
Chamado á prefeitura a pedido do prefeito de Ilhabela, o pai Rodrigo dirigiu-se até o gabinete, sendo direcionado a sala do até então secretário de governo Cesar de Tulio que logo foi dizendo: “que m... é essa, vamos parar com esta p..., te dou um trabalho na prefeitura, pra você e sua mulher, quanto você quer pra parar com essa m..., e que segundo Rodrigo o prefeito teria dito que iria fechar as portas para ele em Ilhabela.   

Em relação ao processo judicial, Rodrigo acha que os valores se inverteram e que determinadas pessoas encostaram no caso Loren, para ganharem mais vitrine, foi o caso da vereadora Dita, que prometeu, prometeu e nada fez, e que, além disso Rodrigo fala que o processo foi atrasado além de prazos perdidos, ficando parado por anos, mesmo na mão do advogado. Na primeira sentença que obrigou a prefeitura a cumprir foi perto do natal, e o sonho da pequena Loren quando foi a audiência era este: “Hoje é um dia muito importante, hoje é o dia da minha audiência, e Deus vai mandar o juiz a me dar minha perninha”.

Porém, segundo o pai, o resultado mais parece uma brincadeira, pois eles colocaram um médico contratado pela Assistência Social, que quando visitado pelos pais e pela criança Loren, este foi taxativo, ela teria que usar esta p..., pois ele garante que esta m... é o que ela tem que usar, pois os pais estão f.... e pra eles aquilo está bom, segundo Rodrigo, o médico falava aos berros e dizia, nem Jesus Cristo muda o que escrevo, e o juiz vai fazer aquilo que eu colocar no relatório.

Rodrigo diz que os valores se inverteram, e que os pobres não tem mais direito, apenas quando cometem crimes é que os direitos surgem, gastou quase 10 milhões na entrada da cidade, gasto-se 1 milhão para escola de samba, gasto-se 23 milhões para compra da fazenda e cerca de 68 milhões em desapropriações, estátuas gigantescas, centenas e centenas de milhões em obras, e uma criança ó precisa de R$ 62.000,00 (sessenta e dois mil reais) para voltar a andar com dignidade. Que pais é este, que pessoa é esta que isola o ser humano, isola uma criança, pois enquanto o prefeito samba na escola minha filha não consegue nem andar.