A FOLHA DO LITORAL

Moradores convivem com a falta d´água mesmo no inverno


HomePage

Uso moderado de água é primordial para melhor usabilidade, moradores sentem as escassez

Eles se queixam de baixa pressão ou falta de água e se espantam de a situação estar ocorrendo em pleno inverno, o que para muitos é inédito.

É o caso da universitária Camila Isabel da Silva, de 28 anos, moradora da Rua Paraguai, na Enseada. Ela afirma que na semana passada teve de comprar água para beber e, até, comida congelada, pois nem tinha como cozinhar.

“Durante a semana, estava com baixa pressão de água, mas no sábado e domingo não caiu uma gota. O impressionante é que no verão eu já estava acostumada, mas no inverno nunca tinha acontecido”, cita.

Segundo ela, a situação tem ocorrido pelo menos uma vez por semana. “Depois que fizeram uma obra na rua, em maio, passamos a ficar sem água em casa pelo menos uma vez por semana”. Ela contatou a Sabesp algumas vezes pela rede social Facebook, mas não teve retorno. “Eles visualizaram, mas não responderam”.

Na Rua Orlando Falcão, também na Enseada, é a dona de casa Juliana Aparecida de Jesus, de 34 anos, quem reclama. “Estamos há mais de um mês tomando banho de caneca. Às vezes, (a água) só chega às 22 horas. Outras, temos das 7 às 9 horas da manhã e, depois, para de vez”, diz a mulher, mãe de duas crianças. “A conta veio no mesmo valor”.

No Distrito
Do outro lado da Cidade, no Pae Cará, em Vicente de Carvalho, o problema é o mesmo. O motorista José Roberto dos Santos, de 52 anos, só vê água nas torneiras após as 22 horas. Na Rua Timbiras, no mesmo bairro, a secretária Simone Cristina da Silva, de 37 anos, só vê a pressão da água aumentar em casa à noite.Próximo dali, na Rua São Paulo, na Vila Alice, a oficial de administração Roberta Furtado dos Santos Moniz, de 31 anos, também ligou várias vezes para a empresa.

“Não me deram qualquer retorno e não mandaram um técnico para verificar a situação. Comprei uma bomba para colocar na caixa d’água, para ter pressão”.

Resposta

Em nota, a Sabesp informou ter vistoriado os locais mencionados em Guarujá e Vicente de Carvalho e “constatou que as intermitências pontuais são mais frequentes em endereços próximos a áreas irregulares com incidência de furtos de água. (...) Neste primeiro semestre, já somam 450 casos”.

“Furtar água é crime e pode render ao responsável de um a quatro anos de prisão, além de multa”. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 181.



     

Comente a Notícia!

Seu nome:

Seu e-mail: (não divulgaremos o seu e-mail)

Seu comentário:


Comentários


Ainda não existem comentários para esta notícia.