A FOLHA DO LITORAL

Famílias do Cantagalo paralisam Câmara de Guarujá


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O tema não é novo, mas a ação sim. Na última terça-feira (29), representantes de 25 famílias que foram retiradas recentemente pela Prefeitura de Guarujá do núcleo Cantagalo – localizado no final da Avenida Dom Pedro, na Enseada – paralisaram por cerca de uma hora a sessão ordinária da Câmara.

Com cartazes em mãos, as famílias, até com bebês no colo, ocuparam as galerias pedindo justiça e a interferência dos vereadores na questão.

O presidente do Legislativo, vereador Ronald Luiz Nicolaci Fincatti (DEM), levou vereadores e manifestantes até a sala de reunião da Câmara para que todos ficassem a par do ocorrido.

Nicolaci incumbiu o vereador Luciano Lopes da Silva, o Luciano China (PP), o trabalho de buscar informações junto ao Executivo.

Na mesma terça-feira, China aprovou um requerimento na Casa, solicitando do Executivo informações sobre o Projeto Enseada, realizado pela Prefeitura de Guarujá, responsável pela construção de 400 unidades habitacionais, incluindo drenagem de águas pluviais e abertura de ruas.

Além da comunidade do Cantagalo, o Projeto Enseada também visa beneficiar famílias da Vila Júlia, Vale da Morte, Jardim Três Marias, Vila Baiana, Barreira do João Guarda e Cidade Atlântica 2, abrangendo 1.160 moradias.

A verba - R$ 103 milhões – é oriunda do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2), do Governo Federal.

China fez 11 questionamentos, envolvendo organograma das obras e valores repassados à empresa responsável pela implantação do Projeto.

Prefeitura garante andamento

A Secretaria de Habitação de Guarujá informa que o Projeto Enseada vai beneficiar cerca de 2.500 famílias. Além das construções, que beneficiam diretamente os moradores das áreas de risco daquela região, serão consolidadas cerca de 1.300 moradias.

As 400 moradias deverão ser entregues a partir de setembro próximo. A implantação do projeto é acompanhada por técnicos das secretarias de Habitação, Infraestrutura Urbana e da Caixa Econômica Federal, órgão gestor do Ministério das Cidades.

O projeto prevê ainda a construção de um equipamento comunitário, execução de ações complementares para ampliação do sistema de abastecimento de água, implantação de sistema de esgoto sanitário, rede de drenagem, abertura de sistema viário, pavimentação, rede de energia elétrica e iluminação pública. Conforme programado estão também em andamento ações de trabalho de participação comunitária e de regularização fundiária.
 



     

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