A FOLHA DO LITORAL

Prefeitos comemoram suspensão de pedágio na Padre Manuel da Nóbrega


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 A suspensão de um projeto de pedagio na Rodovia Padre Manuel da Nóbrega (SP-055), no Litoral Sul, foi encarada como uma vitória para a Baixada Santista pelos políticos da região. O anúncio foi feito no Palácio dos Bandeirantes, na segunda-feira (21), pelo vice-governador Márcio França (PSB), que também informou a paralisação do processo de concessão da via à iniciativa privada. 

França disse que o Estado resolveu acatar o pedido dos prefeitos da região. “Embora o projeto de duplicação seja importante, eles afirmam que o momento não é o ideal para a implantação do pedágio. Por isso, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu suspender a licitação neste instante para adequar o projeto ao pedido dos prefeitos de construção de marginais”, explicou.

O anúncio não deixou claro como seria desenvolvido o esquema de marginais na rodovia – se haveria uma obra que seguiria os padrões das pistas de Praia Grande, ou se seria desenvolvido um novo projeto para beneficiar os moradores das cidades de Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe."Não tem sentido falar em pedágio se não tiver uma alternativa para os moradores", disse França. 

Na opinião do prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, a decisão do governo é uma vitória para a Baixada Santista.  “O nosso pleito é para aprofundar a discussão, porque a duplicação é importante economicamente. O governador foi sensível aos argumentos. A decisão tomada é que nada haverá sem uma ampla discussão, para que a gente possa chegar no melhor projeto”.

Paulo Alexandre esteve na reunião como presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), uma câmara temática da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem). As discussões ocorrerão no órgão, entre os prefeitos e secretários das cidades, justamente para encontrar uma solução para o impasse. 

"A gente não fala em pedágio sem antes uma discussão com cada prefeito sobre investimentos nas marginais, passagens de níveis e a criação de uma nova conjuntura para facilitar a duplicação e a concessão da rodovia”, afirmou o prefeito de Itanhaém, Marco Aurélio (PSDB).  

Estudo

De agora em diante, o Estado, por meio da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), deverá fazer tratativas com as cidades envolvidas no trajeto, com o intuito de chegar em um projeto final para a rodovia. Além das pistas marginais, França prevê que os municípios pleiteiem a construção de passagens de nível subterrâneas, também no estilo as de Praia Grande.

A concessão e a duplicação, que envolveriam um orçamento de R$ 500 milhões, deverão ser acrescidas de um custo de cerca de R$ 200 milhões, verba que deverá ser consumida no estudo e no processo de construção das pistas marginais. 

“O governador autorizou esse estudo, só depois disso pronto é que a gente pode pensar na duplicação de Peruíbe até a BR-116”, argumenta França, sem prever quanto tempo deve demorar para que o processo seja retomado.

Desejo era gerar desenvolvimento

Em 6 de dezembro de 2015, A Tribuna noticiou a duplicação da SP-055, entre Peruíbe e Miracatu, em 43 quilômetros de rodovia, com a futura concessão à iniciativa privada de 117 quilômetros de estrada, entre Praia Grande e o acesso à BR-116. 

Naquela oportunidade, o projeto foi apresentado como gerador de desenvolvimento para a Baixada Santista e o Vale do Ribeira. “Rodovia é sempre um fator de incentivo ao empreendedorismo”, afirmou o secretário de Estado de Logística e Transportes, Duarte Nogueira. 

Desde que foi anunciada uma praça de pedágio na Vila Caiçara, em Praia Grande, e outra em Itariri, diversas autoridades locais têm questionado se a duplicação com a cobrança não criaria mais problemas do que soluções para a região. 

Um desses críticos é o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (PSDB). “O ideal é que a duplicação ocorra de maneira sustentada, em bases sólidas, e não trazendo mais prejuízo para as cidades da Baixada Santista”, argumenta.



     

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